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GESTAÇÃO CONSCIENTE: SABER DO BEBÊ, DE SI E DAS CONSEQUÊNCIAS DAS PRÓPRIAS ESCOLHAS

Atualizado: 21 de Jun de 2019

Perpetuar a espécie humana com responsabilidade

Pela filha que você é.

Pelos filhos que de você nascerão.


Uma gestação consciente começa com a pré-disposição da mãe em se doar. Toda nova vida necessita de uma doação materna incondicional para que seja pleno o desenvolvimento do novo ser.



Postura facilitadora para as reflexões deste texto:


Sei que trazer uma vida ao mundo é grandioso demais e quero compreender o meu papel de mãe, mesmo que eu descubra que acreditei em coisas equivocadas até aqui.



Para muitas pessoas, a gestação é um período em que a mulher vive de roupas esvoaçantes, cercada de flores e sendo muito bem tratada para, logo mais, viver um amor pleno com um bebê lindo nos braços. Essa doce realidade “está reservada” a todas as mulheres, mesmo que algumas não consigam acessá-la.


Os ensaios fotográficos de gestantes retratam com perfeição o momento sublime que é gerar uma vida. É um período em que tudo é único.


As fotos da mamãe grávida são muito especiais. Os enxovais também. Aliás, tudo o que envolve uma gestação é realmente muito especial.


Além do tradicional Chá de Bebê, foram criadas várias formas de “celebrar a nova vida”:


  • Chá de Revelação para anunciar o sexo do bebê.

  • Chá de Fraldas para celebrar a proximidade do parto com presentinhos para o recém-nascido.

  • Chá de Bênçãos para dedicar boas vibrações à mãe, para que esteja tranquila e o parto transcorra bem.

  • Chá de Apresentação para que o bebê seja, enfim, conhecido por todos.


É uma fase muito importante para a grávida. São muitas boas expectativas. Ela vive num verdadeiro “estado de graça”!


Mas não se pode esquecer que uma gestação vai muito além desse lado romântico.


A vida de uma mulher tem uma longa história antes da chegada do seu bebê. Ela própria já foi um bebê, viveu sua infância e passou, pelo menos, pela pré-adolescência e adolescência. Fases intensas, carregadas de experiências.


Já a vida física do bebê começa na concepção. Não sabemos ao certo o que acontece com ele antes disso; antes da sua alma povoar aquele corpinho que está se formando. Então, tomamos como “marco zero” a fecundação do óvulo.


No começo de tudo, no início do início, no projeto original da criação humana, as concepções foram idealizadas para acontecer entre pessoas que se amam. Nesse mesmo projeto, as mães foram capacitadas para conduzir a vida dos seus filhos de forma a despertar neles o que há de melhor, permitindo, assim, que se superem e se aprimorem a cada entardecer.


O projeto original é, de fato, sublime! Mas é, também, sinônimo da mais alta responsabilidade. Uma responsabilidade que tem sido colocada em segundo plano porque perdeu todo o seu espaço para o romantismo das fotos, dos chás, dos enxovais, dos mimos, das rendas e tules, ao ponto de deixar as grávidas “infantilizadas”.


Uma grávida infantil? Como isso acontece?


Em regra, a sociedade vê e trata a gestante como uma mulher em um estado especial. Não é uma mulher comum; é uma grávida! E ela requer cuidados, tratamentos especiais, atendimentos preferenciais, tudo em função da vida que está gerando.


Ao ser apresentada a esse universo cuidadoso, ela aceita o tratamento diferenciado e muito rapidamente se acomoda nesse estado. Ali ela é protegida, inclusive, para não saber mais do que deve. Não deve se preocupar a toa, não deve ficar nervosa, não deve se informar, se inteirar, se conscientizar, nem se comprometer mais do que seja conveniente.


Muitas se preparam para o parto nesse estado “romântico infantilizado”, acreditando apenas no que é agradável e fazendo de conta que a gravidez durará uma eternidade.


Quando se deparam com uma informação que exige responsabilidade, mudança de postura, disciplina ou enfrentamento, muitas se fazem de desentendidas!


Assim, chegam ao parto vulneráveis porque não se ocuparam preventivamente de uma informação primordial.


Só que o parto é apenas a primeira etapa. Depois dele vem o puerpério e a descoberta de uma nova forma de se viver, pois agora a mulher se tornou mãe!


Ter um filho é uma escolha com consequências eternas. Sem essa consciência, a maternidade deixa de ser uma glória e se torna um fardo.


Maternidade e paternidade deveriam ser sinônimos de altruísmo. Pais que dão TUDO aos seus filhos em troca de NADA.


Mas não é o que aprendemos durante toda a vida até a chegada do bebê. Tudo o que nos ensinaram contraria expressamente essa ideia de doação integral e incondicional. Na verdade, não aprendemos absolutamente nada sobre “nos doar”, pois crescemos e continuamos necessitando de “algo”, sem alcançar uma completude que nos permitisse transbordar. Se nos falta algo, não nos sentimos prontas para nos doar, nem mesmo aos filhos que geramos.


Mas aquele projeto original, do qual falávamos, também previu que cada mãe, na sua inquestionável doação, cuidaria do seu filho com tamanha precisão que corrigiria tudo o que nele contrariasse a essência humana. Em cada universo particular haveria uma mulher maternante em condições de lapidar um ser humano em formação. Ela foi preparada pela Natureza para desempenhar esse papel, sem perder absolutamente NADA com isso. Ao contrário, sua atuação a enriqueceria e a tornaria soberana.


Nem tudo saiu conforme planejado. As mães se distanciaram dessa compreensão e admitiram como verdades absolutas conceitos completamente equivocados sobre o universo materno. Renderam-se ao romantismo das rendas e tules e às vantagens de permanecer “infantilizada” enquanto se carrega um bebê no ventre.


As vantagens da gestação “infantilizada” todas nós sabemos: os mimos! Mas... qual a vantagem de chegar ao parto nesse estado romântico, completamente desinformada e desprovida de consciência? Será que os mimos continuam? Será que dói menos?


No parto a mulher descobre que ninguém parirá no seu lugar. O bebê precisa nascer. E ele nasce! O “estado de graça” se transforma numa outra realidade. O que vale, a partir desse momento, é o preparo emocional da mãe.


Uma gestante que decide estar emocionalmente preparada para os desafios da maternidade precisa de uma [BELA] dose de inteligência e coragem.


A concepção é um acontecimento que transforma a vida de todos os envolvidos. Mas nenhuma vida muda tanto quanto a da mãe. É o corpo dela que se expande ao mesmo tempo em que se desdobra em outro corpo, revelando a primeira [GRANDE] doação da mãe: formar outro ser humano a partir do seu próprio corpo.


Cada célula do novo corpinho é nutrida pelo sangue da mãe e tudo o que nele estiver contido. O sangue é o veículo através do qual o bebê receberá absolutamente tudo o que precisa para se desenvolver. Tudo o que a mãe consumir durante a gestação será destinado prioritariamente ao filho. Se o sangue estiver nutrido do que é saudável, as condições estarão sendo criadas para o bom desenvolvimento da nova vida. Da mesma forma, se o sangue não estiver saudável, o desenvolvimento do bebezinho poderá ser comprometido de forma irreversível, com consequências por toda a vida.


Durante a gestação o bebê fica completamente sujeito às escolhas da mãe. Ele se torna responsabilidade integral de quem o está gerando. Até que esteja em condições de decidir por si próprio, quem decide por ele é ela.


E porque essa responsabilidade é da mãe? Porque ela é a pessoa que se doou e se desdobrou para dar origem à nova vida. O corpo do bebê é uma extensão do dela. Os dois corpos são feitos da mesma matéria e permanecerão fundidos por muito tempo, mesmo depois do nascimento. Essa é a regra. Foi assim que a Grande Mãe decidiu. Atribuir essa responsabilidade a qualquer outra pessoa é contrariar uma lei básica da criação.


Quando o cordão umbilical é cortado, ele separa os corpos físicos da mãe e do filho, mas há níveis de conexão entre eles que jamais serão cortados. Prova disso são as sensações que a mãe começa a experimentar quando algo não está bem com a criança [mesmo depois de crescida]. Não é racional. É um sentimento, uma sensação, um incômodo na alma. Ela está SENTINDO o que seu filho está passando.


Da mesma maneira que a mãe sente, porque o filho não sentiria o que ela está vivendo?

O estado de fusão emocional [Laura Gutman] entre mãe e filho é integral nos primeiros meses de vida e se prolonga por muito tempo. Tudo o que a mãe sente o bebê também sente. Quando são coisas leves, agradáveis e verdadeiramente plenas, o bebê fica bem. Quando há amargura, conflitos severos, traumas e desconfortos, o bebê sente, sofre e manifesta.


Como isso acontece?


Bebês não falam e não conhecem nenhuma outra forma de se comunicar a não ser CHORANDO! Um bebê chora de fome. Chora de dor. Chora o que a mãe cala. O que a mãe relegou à sombra. Chora a dor física que se manifestou nele pelo mal que está nela. Esse mal da mãe pode estar no campo dos pensamentos, dos sentimentos ou já no físico.


Se a cabeça da mulher está doente, com pensamentos egoístas, destrutivos, depressivos, conflituosos; se seus objetivos estão focados no que está fora, na aparência, na necessidade de consumo, na competição, na carência afetiva; se seus sentimentos são de uma frequência muito baixa, consequência dos pensamentos adoecidos; se tudo isso acontece em maior ou menor grau, mais ou menos intenso será o choro da sua criança.


Chorar muito destrói neurônios. Bebês não foram criados para viver aos prantos. O normal é mamar, dormir e fazer xixi e cocô, ou seja, necessidades fisiológicas básicas. Mamar sempre que tiver fome ou precisando do contato com a mãe, dormir muito para se desenvolver bem e fazer xixi e cocô regularmente, várias vezes ao dia. Essa é a vida ideal de um bebê. Simples assim. Trabalhosa assim. Por isso ele precisa de uma mãe consciente e pré-disposta a se doar.


Muitas de nós [MUITAS MESMO] levam uma vida sustentada em equívocos e sequer se dão conta. Quer saibamos ou não que estamos vivendo assim, há uma zona de conforto da qual não desejamos sair. Como a nossa vida já conta com uma longa história até nos tornarmos mães, trazemos hábitos muito enraizados e é enorme a dificuldade de abandoná-los, até porque, muitas vezes, não é o que queremos.


Os hábitos alimentares costumam ocupar um grande espaço na nossa zona de conforto.

Por incontáveis razões, cada pessoa desenvolveu um padrão de alimentação. Em regra, comemos o que nos agrada. Se não agrada, não comemos. Mas com muita frequência nos deparamos com situações que nos mostram que nem tudo o que estamos fazendo é bom para a nossa saúde. Comemos demais ou de menos, mais do que poderíamos, menos do que deveríamos. Comemos alimentos industrializados, com agrotóxicos, muito doce, muita massa, poucas coisas naturais, poucas fibras, pouca água,... Enfim, consumimos muito do que faz mal e pouco do que faz bem. Há mulheres que nem têm o que comer. Não nos esqueçamos delas!


Considerando as que têm poder de escolha, são muitas as teorias sobre o que é bom ou ruim para a saúde, mas dar importância a elas implica sérias mudanças. Como não estamos NEM UM POUCO A FIM DE MUDAR, adotamos discursos para defender as nossas posturas equivocadas. É dessa forma que um ser humano usa a sua inteligência contra si próprio, num grande desserviço.


Em se tratando de gestantes ou mulheres que desejam engravidar, o contexto é muito preocupante porque envolve a saúde e o desenvolvimento do bebê, que depende diretamente da qualidade do alimento que a mãe ingere. Se o corpo dela estiver nutrido do que realmente precisa, o bebê encontrará condições ideais para lidar com as adversidades, quer esteja na barriga ou sendo amamentado.


No entanto, se estamos acostumadas a consumir refrigerantes, doces e toda sorte de produtos industrializados resistimos muito às necessárias mudanças. Aliás... muitas mulheres sequer consideram necessária uma mudança de hábitos, inclusive em relação ao hábito de fumar e ingerir bebida alcoólica durante a gravidez ou com crianças pequenas. Há um equívoco muito profundo e destrutivo aí. É um preço alto demais. :(


Os hábitos de convívio social também ocupam um espaço importante na nossa zona de conforto. Há coisas que realmente gostamos de fazer, lugares onde adoramos ir, encontros que fazemos questão de ter. Se nos agrada ou nos proporciona alguma vantagem [material ou emocional], queremos manter.


A notícia de uma gravidez causa emoções intensas. Descobrir-se gestante inunda uma mulher de felicidade ou de conflitos severos. De qualquer forma, uma coisa é certa: mudanças virão e alcançarão a ROTINA da nova mãe. É preciso se preparar para elas.


Como na gestação a mudança é gradual, é comum a mulher insistir em manter seus padrões de convívio social. Gravidez realmente não é doença e espera-se que a gestante consiga fazer tudo o que precisa. A grande superação está em discernir entre o que “precisa” e o que “quer fazer”.


Gestar um bebê impõe disciplina à mãe. Essa disciplina dirá o que ela PRECISA fazer. Mas a zona de conforto não gosta de disciplina ou renúncias e, assim, fortalece o que ela QUER fazer.


O que queremos fazer? Tudo o que nos agrade, massageie o nosso ego, nos proporcione satisfação, enfim, tudo o que nos deixe feliz.


Estar em evidência nas redes sociais nos deixa muito satisfeitas. Elogios são poderosíssimos! É um deleite observar a reação das pessoas diante de uma surpresa boa que nos envolve. A gente se sente o máximo! É também uma delícia ver que alguma amiga do coração deixou um recadinho todo carinhoso. Além de nos sentirmos amadas, outras pessoas ficam sabendo da nossa importância.


Mas a rede é social. Não é rede pessoal, rede íntima ou rede familiar. Nunca foi!

Manter um perfil virtual tem suas vantagens, mas as desvantagens estão se intensificando, especialmente quando as postagens se referem a aspectos pessoais da nossa vida. Deixa de ser um mero compartilhamento para se tornar exposição ou, em muitos casos, superexposição. É uma janela sem fronteiras aberta para o mundo. O que vê o estranho mal intencionado que para e olha pela sua janela? Depende do que você mostra!


Concepção, gestação, parto, puerpério e primeira infância, ou seja, a vida dos nossos filhos é importante demais para ser exposta. Além das graves questões criminosas que podem ter início com uma postagem nossa, há um aspecto muito mais sorrateiro e destrutivo que nasce com uma simples foto: a inveja, o ciúme, o desejo de vingança e de destruição. A criança passa a ser alvo desses sentimentos, passa a manifestar desconfortos que sequer imaginamos de onde esteja vindo. A mãe tem o poder de blindar a própria criança. Ela diz o que pode ou não pode em relação à sua prole. Mas se ela própria rompe a barreira da proteção, o bebê perde a blindagem.


No que diz respeito seu ao convívio social, vá para o mundo, mas não deixe o mundo te povoar e te distanciar da sua lucidez. Entre nesse imenso mar e navegue por ele, mas não deixe o mar entrar no teu barco. Você afunda! Dar a luz uma nova vida requer recolhimento, discrição e cuidados redobrados com as revelações.


A gestação deve servir para um aprendizado muito diferente do que nos tem sido apresentado. Ela torna importantes os conhecimentos sobre as fases do desenvolvimento do bebê e sobre os estados emocionais da mãe. As escolhas e vivências na gravidez determinarão a qualidade da vida do bebê. Refletir sobre o que se está valorizando e sobre o que te motiva para as suas atitudes é altamente curativo.


Muito além dos ensaios fotográficos, do enxoval, da decoração do quarto e das celebrações, o convite é para um mergulho nas próprias profundezas com o cuidado de entrar um passo de cada vez no mar gelado. Uma experiência que se vive sozinha, amparada por alguém de muita confiança.


É essa descoberta de si mesma que te fortalecerá psíquica e emocionalmente para os desafios de se tornar responsável por uma vida.


Diz a sabedoria ancestral que há um lugar muito especial onde os filhos aguardam pelo momento de nascer. Cada um com suas necessidades íntimas, com a sua índole e com um inevitável aprendizado que está por vir. Com base nisso seus pais são escolhidos.


Certamente são eleitos os que criarão as condições para tudo o que aquele ser humano precisa aprender. O que motiva essa escolha é algo que nem sempre compreendemos, mas o que não podemos ignorar são os mistérios que envolvem um nascimento.


Sabedoria ancestral é algo que nos povoa pelo simples fato de sermos herdeiros de um DNA [código genético] que tem a idade da criação. Todos os nossos ancestrais vivem em nós porque a herança genética deles nos alcançou. Nosso DNA não começou com a nossa mãe. Ao olharmos dos lados vemos os nossos pais. Um pouquinho atrás estão os nossos avós. Mais atrás ainda estavam nossos bisavós. Para algumas pessoas, eles ainda estão. Mas os nossos tataravós já estão bem longe de nós. Depois deles, então, já perdemos de vista e nem consideramos mais nossos parentes.


Mas se pensarmos na nossa bisavó como uma bebê fofa, a mãe dela passa a despertar em nós um sentimento diferente da distância que acabamos de sentir por alguém que nem consideramos da nossa família. Essa mãe é a nossa tataravó. Como será que ela era? Quais experiências ela viveu até parir a bebê-bisavó? Era alegre e completa ou amargurada pelas circunstâncias da vida? O que trazia em seu DNA? Talvez ela nem refletisse sobre isso, mas se imaginasse a mãe da sua própria bisavó, se conectaria com a força ancestral dela, da mesma forma que estamos fazendo neste exato momento, puxando essa linha que parece tão distante, mas ainda vive absolutamente presente em nós.


DNA não é algo que se anule por completo com o passar das gerações e desapareça. Ao contrário, a miscigenação (mistura de gens) só aumenta. E isso é incrível! E é dessa forma que descobrimos que no fundo, bem lá no fundo, aquela “teoria” de que somos todos irmãos é uma máxima!


É nessa teia que se perpetuam alguns ensinamentos milenares. É dessa linha distante que, de algum lugar, nossas antepassadas desejam profundamente que sejamos intuitivas e sábias, para que saibamos honrar os conhecimentos ancestrais que em muito nos auxiliam, sem subestimá-los ou ignorá-los. Há informações valiosas relacionadas aos cuidados pessoais e à alimentação de uma gestante que precisam ser postas em prática. Se as desconhecemos, ao menos precisamos respeitá-las, pois representam uma sabedoria pura, sustentada em séculos de vivências de incontáveis mulheres.


Há uma máxima da sabedoria popular que diz: “Toda mulher que decide se curar cura todas as suas ancestrais e todas as suas descendentes”. A gestação é um momento mágico para decidir se curar. Mas se nos envolvemos demais com coisas alheias à gestação, desviamos uma energia preciosa do que deveria o ser nosso maior propósito. Em 9 meses a gravidez acaba. Com ela, o insubstituível período de aprendizados únicos também termina. O primeiro ano de vida de um bebê é decisivo para a construção das bases que o sustentarão por toda a vida. Cabe à mãe inteligente e corajosa despertar para essa consciência primordial.


Saber do bebê é compreender além do que os olhos veem. Há aspectos internos da saúde daquele corpinho e aspectos sutis daquela existência que o colocam num estado de ampla vulnerabilidade, de completa dependência das escolhas da mãe.


Saber de si é compreender que todas as suas escolhas, até esse ponto da vida, repercutirão na nova vida que você trará ou já trouxe ao mundo. E que ela é SUA RESPONSABILIDADE.


Quando decidimos ter um filho, recebemos uma vida em confiança. Ela não é nossa. Apenas somos meio para que mais um ser humano chegue ao planeta Terra. Ao final, haverá um resultado pelos anos percorridos.


Que você possa se orgulhar do seu trabalho!


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